Hong Kong quer preparar todo o sistema bancário para enfrentar os riscos de segurança da computação quântica até 2030. O movimento acontece enquanto a cidade acelera o uso de depósitos tokenizados, ativos digitais e liquidação em blockchain (tecnologia de registro distribuído).

O que aconteceu: A Autoridade Monetária de Hong Kong (HKMA) divulgou na segunda-feira um relatório sobre preparação para crises quânticas e apresentou o primeiro Índice de Preparação para Crises Quânticas (QPI) do setor. A nota geral foi de 2,3 em 10.

Em números: O relatório apontou que cerca de metade das instituições analisadas ainda não tinha um planejamento formal para o período posterior a uma crise quântica. A HKMA afirmou que quer levar o setor à prontidão total, equivalente à pontuação 10 no QPI, até 2030.

Ao mesmo tempo, Hong Kong avança na tokenização de ativos. Dados do governo mostram a emissão de três lotes de títulos verdes tokenizados desde 2023, somando cerca de HK$ 16,8 bilhões, o equivalente a US$ 2,1 bilhões (aprox. R$ 11,6 bi).

Por que importa: A expansão dessas operações aumenta a relevância de proteger a infraestrutura financeira que sustenta ativos digitais, depósitos tokenizados e liquidação em blockchain. A HKMA também vem promovendo depósitos tokenizados e a liquidação de ativos digitais por meio do Projeto Ensemble.

Para o leitor brasileiro, o caso mostra como reguladores estão tentando reforçar a segurança do sistema financeiro ao mesmo tempo em que abrem espaço para a tokenização de ativos.