Projetos de criptomoedas estão usando a receita para recomprar seus próprios tokens em ritmo recorde neste ano. Até agora em 2026, o total chegou a US$ 638 milhões (aprox. R$ 3,7 bi), acima dos US$ 545 milhões (aprox. R$ 3,2 bi) do mesmo período de 2025.

A Hyperliquid concentrou cerca de US$ 370 milhões (aprox. R$ 2,1 bi) desse volume, enquanto a Pump.fun respondeu por quase US$ 200 milhões (aprox. R$ 1,2 bi). Juntas, as duas plataformas ficaram com quase 90% das recompras citadas pela Allium Labs e repercutidas pelo Financial Times.

Esse tipo de operação lembra a recompra de ações em companhias listadas: o projeto tira tokens de circulação para tentar sustentar o preço e beneficiar quem já está exposto. No mercado de cripto, isso costuma atrair atenção porque pode reduzir a oferta, mas também concentra risco, já que o efeito depende da atividade real do protocolo e da demanda pelo token.

Para quem acompanha o mercado no Brasil, esse tipo de movimento pode afetar o preço de tokens negociados em corretoras locais ou usadas por brasileiros, mas não muda a exposição ao risco de volatilidade extrema típica desses ativos.