A Hyundai realizou seu primeiro teste corporativo com a stablecoin USDT, da Tether, em uma remessa entre os Estados Unidos e o México. A operação envolveu US$ 20 mil (aprox. R$ 116 mil) enviados pela Hyundai Motor America (HMA) para a Hyundai Motor Mexico (HMM) por meio da plataforma Axiym.

O que aconteceu: a transferência foi processada na blockchain Avalanche, uma rede usada para registrar e liquidar transações com criptoativos. Segundo a nota, o envio e a verificação levaram em média sete minutos até a conclusão. No mesmo comunicado, a comparação feita é com bancos tradicionais, que costumam exigir mais de três horas para aprovar esse tipo de liquidação comercial.

Como funcionou: a operação converteu dólares em USDT antes do envio ao México. Depois, a subsidiária mexicana recebeu o valor e transformou o saldo novamente em moeda fiduciária. A proposta do piloto foi reduzir atritos na movimentação internacional de caixa e testar um uso prático de stablecoin (criptomoeda pareada a um ativo, neste caso o dólar) em tesouraria corporativa.

A estrutura do teste foi desenhada pela Hyundai Card, que supervisionou a análise de normas e exigências contábeis entre os dois países. Para a Tether, o projeto reforça o uso institucional de sua stablecoin em pagamentos internacionais de grande escala. O CEO da empresa, Paolo Ardoino, afirmou que o ativo pode funcionar como ponte entre o sistema financeiro e redes descentralizadas.

Próximos passos: a próxima fase deve incluir moedas locais e novos corredores de pagamento em outros continentes. O grupo quer ampliar os testes para avaliar o uso de criptoativos em tarefas mais amplas de tesouraria e controle de capital.

Para o leitor brasileiro, o caso mostra como grandes empresas vêm testando stablecoins para acelerar remessas internacionais, tema que também interessa a companhias com operação no Brasil por causa de câmbio, prazo de liquidação e gestão de caixa.