A IBM prevê que a computação quântica comece a gerar impacto real nos resultados da empresa em 2028 ou 2029, segundo o CEO Arvind Krishna. Ele também projetou US$ 1 trilhão em valor (aprox. R$ 5,3 tri) vindo da tecnologia até o fim da década de 2030.

O que aconteceu: Krishna falou à CNBC na quinta-feira, no mesmo dia em que IBM e Algorithmiq anunciaram ter alcançado o que chamaram de “vantagem quântica”. As empresas afirmam que um computador quântico superou métodos clássicos em uma tarefa específica de simulação, com soluções mais eficientes, baratas ou precisas.

Por que importa: a tecnologia ainda não consegue quebrar a criptografia usada hoje, mas o avanço acelerado do setor aumentou a atenção sobre o Bitcoin. Em março, descobertas da Google Quantum IA reduziram em cerca de 20 vezes a quantidade de qubits necessária para romper a criptografia de curva elíptica, para menos de 500 mil. Qubits são a unidade básica de processamento em computadores quânticos.

Em números: de acordo com a proposta BIP-361, mais de 34% da oferta de BTC está em endereços cujas chaves públicas já foram expostas. Isso equivale a cerca de 6,8 milhões de BTC, avaliados em US$ 437 bilhões (aprox. R$ 2,3 tri) no momento citado.

O Bitcoin ainda não tem um caminho consensual para migração de segurança. A proposta BIP-360 foi incorporada ao repositório em fevereiro, enquanto a BIP-361 segue em debate entre desenvolvedores. BIP é uma proposta de mudança técnica na rede.

Para quem acompanha cripto no Brasil, a discussão importa porque uma mudança desse porte pode afetar custódia, infraestrutura de corretoras e a forma de proteção dos ativos ao longo dos próximos anos.