A inflação dos Estados Unidos ficou em 3,4% em julho, repetindo a projeção do mercado, enquanto o núcleo do índice de preços, que desconsidera alimentos e energia, caiu para 2,5%. O dado mantém sem definição o debate sobre os juros do Federal Reserve na reunião de 16 de setembro.
O que aconteceu: O índice cheio subiu 0,1% no mês, após queda de 0,4% em junho, e a inflação anual recuou de 3,5% para 3,4%. Já o núcleo do CPI avançou 0,2% em julho e desacelerou de 2,6% para 2,5% em 12 meses. Os números foram divulgados pelo Bureau of Labor Statistics e ficaram em linha com o consenso de Wall Street.
Juros em aberto: Antes da divulgação, o CME FedWatch mostrava probabilidade de 54,1% para manutenção dos juros em setembro e 45,9% para alta de 0,25 ponto percentual. Uma semana antes, os contratos futuros apontavam 54,4% de chance de elevação. O mercado também reagiu ao relatório de empregos de julho, que mostrou redução de 23 mil vagas, contra expectativa de alta de 80 mil.
O BTC era negociado perto de US$ 64.039 (aprox. R$ 371,4 mil) logo após o dado, com queda de 0,2% em 24 horas, segundo o BeInCrypto Markets. Para Andrei Grachev, da DWF Labs, o mercado de opções ainda mostra cautela: contratos de venda perto de US$ 60 mil (aprox. R$ 348 mil) estão mais caros do que opções de compra próximas de US$ 70 mil (aprox. R$ 406 mil), sinal de proteção contra incerteza na política monetária.
Leitura do mercado: Fabian Dori, da Sygnum, avaliou que os dados apontam desaceleração gradual da inflação, sem sinal imediato de recessão ou necessidade de aperto mais duro. Já Iggy Ioppe, da , disse que o relatório não força o Fed a subir juros, mas também não cria um gatilho claro para afrouxamento.




