Os preços ao produtor nos Estados Unidos subiram 0,4% em agosto, dentro da projeção, mas a alta anual chegou a 5,4%, acima dos 5,3% esperados. O dado pressionou mercados financeiros, incluindo o ouro, o Bitcoin e o S&P 500.
A cotação do ouro em dólar, indicada por XAU/USD, recuou mais de 1% e se aproximou de US$ 4.350 (aprox. R$ 23,5 mil), depois de superar US$ 4.400 (aprox. R$ 23,8 mil). O movimento ocorreu junto com a alta dos rendimentos dos títulos do governo americano: o Treasury de 10 anos passou de 4,9%, maior nível desde outubro de 2023, enquanto o de 30 anos chegou perto de 5,35%.
Juros mais altos tornam títulos e dinheiro aplicado em renda fixa mais atraentes. Ouro e Bitcoin não pagam juros, o que reduz a atratividade desses ativos quando os rendimentos dos Treasuries sobem. O dólar também ganhou força, criando pressão adicional sobre o ouro negociado na moeda americana.
O índice CME FedWatch, que acompanha as apostas do mercado para as decisões do Federal Reserve, passou a indicar 70% de probabilidade de alta dos juros em setembro, ante cerca de 62% antes do relatório. Mais de três quartos da alta nos preços dos bens vieram da energia, sinal de que o resultado teve forte influência desse setor.
Para o investidor no Brasil, a combinação de dólar mais forte e juros americanos elevados pode aumentar a volatilidade de ativos internacionais cotados em dólar, incluindo ouro e cripto. ===




