A Kute, carteira de Bitcoin fundada pelo português João Pedro Lobo Miranda, chegou ao mercado com a proposta de simplificar o uso de cripto para a geração Z. O app combina pagamentos, poupança, investimento e mercados de previsão sem assumir a custódia dos fundos dos usuários.
A ideia central é permitir que a pessoa use Bitcoin, USDT, USDC e outras moedas no mesmo fluxo. Segundo Miranda, quem recebe em USDT vê o valor chegar convertido, enquanto quem envia USDC pode fazer isso a partir do Bitcoin que já tinha; a conversão ocorre no momento da transação, sem deixar saldo parado em stablecoin (cripto que busca manter paridade com uma moeda como o dólar).
Hoje, a Kute está disponível no Google Play, onde aparece com nota 4,9 após mais de 100 downloads, e também para iOS via TestFlight. A carteira já oferece Bitcoin on-chain (transações registradas diretamente na rede), Lightning Network (camada usada para pagamentos rápidos e baratos), suporte a carteiras de hardware como Ledger, Jade, Coldcard, Passport e SeedSigner, integração com Polymarket por região, compra de Bitcoin, recuperação por passkey e padrão BIP-39.
Para o leitor no Brasil, o ponto mais direto é a promessa de integração com o Pix, que pode aproximar a experiência de uma carteira de cripto do hábito de pagamento instantâneo já usado no país.
Nas próximas versões, a Kute também prevê contas em euro com IBAN SEPA, integração com Hyperliquid, Morpho e uma IA proprietária chamada Sal. Miranda, que também é cofundador e CTO da Satsails, afirma que muitos jovens acabam em corretoras porque a autocustódia (guardar as próprias chaves, sem depender de uma empresa para movimentar os fundos) ainda costuma ser difícil de usar.
A carteira organiza os fundos em zonas: valores maiores podem ficar em carteiras de hardware, enquanto saldos menores permanecem em ambiente quente para uso diário. O backup por passkey usa Face ID ou impressão digital para derivar uma seed BIP-39 de 12 palavras, que também pode ser exportada para outra carteira de Bitcoin.




