O governo da Inglaterra abriu nesta quarta-feira, 15, uma consulta pública para proibir publicidade esportiva de operadores de apostas sem licença. A medida também atinge corretoras de criptoativos sem autorização, em meio a alertas sobre risco ao consumidor, fraude e lavagem de dinheiro.

O que aconteceu: a proposta quer bloquear publicidade física de empresas sem aval da Gambling Commission, incluindo marcas em uniformes de times e placas ao redor dos campos. Segundo o alerta, a exposição em transmissões esportivas pode levar o público britânico a plataformas estrangeiras sem proteção adequada, muitas vezes acessadas com uso de VPN (rede privada virtual, usada para driblar bloqueios geográficos).

Por que importa: a FCA já havia alertado sobre parcerias entre clubes e corretoras de criptoativos não autorizadas. De acordo com a autoridade, essas empresas operam fora das leis financeiras e podem expor investidores a riscos, além de abrir espaço para crimes financeiros e comprometer a integridade das competições.

Em números: dados do governo mostram que operadores sem licença têm acordos com 40% dos clubes da principal liga inglesa na temporada atual. O departamento responsável estuda dois prazos para a nova regra: proibição total em agosto de 2027 ou manutenção dos contratos atuais até agosto de 2028.

Para o leitor brasileiro, o caso reforça como publicidade e atuação de plataformas financeiras sem autorização vêm entrando no radar de reguladores, tema que também dialoga com fiscalização de mercado e proteção ao investidor.