O Inmetro assinou uma parceria de pesquisa para aplicar blockchain (tecnologia que registra dados de forma rastreável e difícil de alterar) no setor automotivo brasileiro. O projeto receberá cerca de R$ 1,99 milhão e terá duração de 24 meses.
O que aconteceu: o trabalho prevê a criação do Agente Inteligente de Diagnóstico Automotivo (Aida), um agente digital para carros. A coordenação da equipe técnica ficará com a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), responsável por viabilizar os recursos públicos destinados ao projeto.
Quem participa: a iniciativa reúne o Inmetro, a Stellantis Automóveis Brasil, a Embeddo Computação Aplicada, a Infratrack Serviços e Conectividade e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Computação Científica (FACC). Segundo o projeto, a proposta é aproximar pesquisa acadêmica e operação industrial para montar um registro de dados inviolável.
Em números: a chamada pública que abriga o projeto distribuiu R$ 19,5 milhões para diferentes pesquisas no país. Ao todo, 20 empresas e 8 centros de tecnologia participam dos planos aprovados. Cada proposta selecionada recebe entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões, enquanto as empresas parceiras somam R$ 10,1 milhões em contrapartidas de infraestrutura e pessoal.
Sistemas em nuvem devem trabalhar junto com o blockchain para registrar com precisão o diagnóstico de peças e revisões. A expectativa dos pesquisadores é melhorar a eficiência dos processos na indústria automotiva, aumentar a previsibilidade para gestores de frotas e acelerar a emissão de laudos de manutenção.
Para o leitor brasileiro, o projeto mostra como verbas públicas e grandes montadoras estão testando o uso de blockchain fora do mercado de cripto, em aplicações industriais ligadas à gestão de frotas e manutenção.




