O investidor macro Jordi Visser diz que a fase do dinheiro fácil em inteligência artificial (IA) já passou. Na visão dele, os próximos ganhos mais relevantes podem aparecer no Bitcoin (BTC), enquanto o Ethereum (ETH) tende a ganhar força por gerar taxas na rede.
O que aconteceu:
- Google, Microsoft e Meta estão gastando mais com a construção de infraestrutura de IA do que conseguem manter em caixa.
- A Alphabet teve fluxo de caixa livre negativo de US$ 5,9 bilhões (aprox. R$ 33,8 bilhões), ante US$ 5,3 bilhões positivos um ano antes.
- A Meta caiu para US$ 784 milhões em caixa restante, contra US$ 8,5 bilhões no mesmo trimestre do ano anterior.
- A Microsoft ainda mostra uma posição mais confortável, mas também viu a sobra de caixa recuar.
Visser, que trabalha com mercado há mais de 30 anos, disse em um podcast que “a onda da IA acabou” no sentido de multiplicação agressiva de capital. Para ele, o setor continua forte, mas os retornos tendem a ser menores daqui para frente.
Por que importa: empresas de IA estão queimando caixa rapidamente para sustentar data centers e capacidade computacional. Isso reduz a folga para novas apostas e pressiona o mercado, inclusive em ações ligadas a chips e nuvem.
Para o investidor brasileiro, o recado é de cautela: o apetite global por risco pode mudar rápido, e isso costuma bater em ativos negociados aqui e lá fora, inclusive em cripto.
No curto prazo, Visser vê o Ethereum em posição melhor que o Bitcoin. O ETH negocia perto de (aprox. ) e sobe em . Já o está ao redor de (aprox. ) e avança no mesmo período.




