James Ramirez, conhecido como Jimmy, entrou com uma ação contra a Apple após perder 7,4 BTC, hoje avaliados em US$ 479 mil (aprox. R$ 2,4 mi), ao baixar uma falsa carteira da Sparrow na App Store. Segundo o processo, a empresa falhou em fiscalizar com o rigor prometido os aplicativos distribuídos em sua loja.

O que aconteceu: Ramirez afirma que instalou o app acreditando que se tratava de uma versão legítima da Sparrow para celular, porque o programa estava disponível na loja da Apple. Depois do roubo, a empresa removeu o aplicativo, mas o investidor diz que houve pouca ou nenhuma medida corretiva e que ele não foi procurado pela companhia.

No processo: a ação sustenta que a Apple construiu sua reputação com base em segurança e confiança, mas não dedicou a supervisão necessária para impedir que criminosos usassem a App Store para aplicar golpes. O texto também menciona capturas de tela com mensagens da própria loja, como “Download with confidence”, além de explicações sobre a revisão de aplicativos feita pela empresa.

Além de Ramirez, a ação inclui Christopher Ellis, que diz ter perdido US$ 840 mil (aprox. R$ 4,2 mi), e Jaden Delgado, que afirma ter perdido cerca de 1,05 Bitcoin, avaliados em US$ 120 mil (aprox. R$ 600 mil) na data do golpe. Em 2022, Apple e Google já haviam sido questionadas por um senador dos Estados Unidos sobre aplicativos falsos em suas lojas.

Para o brasileiro, o caso reforça um ponto básico: em cripto, a custódia (guarda dos ativos) exige checagem redobrada. Baixar carteira por link errado pode significar perda total, sem garantia de recuperação.

Por que importa: se os investidores vencerem, o caso pode servir de precedente para outras vítimas de carteiras falsas em lojas de aplicativos. No episódio envolvendo a , havia ainda um sinal claro de alerta: a carteira não tinha versão mobile oficial.