A OpenAI teria sido abordada por investidores para conversas iniciais sobre uma rodada privada que avaliaria a empresa em US$ 1,2 trilhão (aprox. R$ 6,4 trilhões). As tratativas ainda são preliminares e dependem, principalmente, da decisão da companhia sobre quando abrir capital.

Em março, a empresa captou US$ 122 bilhões (aprox. R$ 647 bilhões) e chegou a uma avaliação de US$ 852 bilhões (aprox. R$ 4,5 trilhões). O novo patamar indicaria alta de cerca de 41%. Ainda não há definição sobre o tamanho da rodada nem sobre um investidor líder.

A OpenAI enviou de forma confidencial o prospecto de IPO em junho. IPO é a oferta pública inicial, quando uma empresa estreia suas ações na bolsa. A diretora financeira Sarah Friar havia falado internamente em um horizonte até 2027, com possibilidade de antecipação, mas Sam Altman afastou uma listagem em 2026.

“Eu diria que não será em 2026. Temos muito a fazer, principalmente atender à demanda por segurança e alinhamento, e buscar como o setor e os governos podem colaborar”, disse Altman à revista Fortune. O executivo afirmou que abrir capital agora seria um momento pouco recomendado diante das discussões sobre segurança em inteligência artificial.

A empresa gastou US$ 34 bilhões (aprox. R$ 180 bilhões) no último ano treinando modelos e espera atingir equilíbrio financeiro apenas em 2030. A receita anualizada — uma projeção do ritmo de faturamento em 12 meses — passou de US$ 40 bilhões (aprox. R$ 212 bilhões) após alta de 20%. A Anthropic, por sua vez, aparece com ritmo anual de US$ 65 bilhões (aprox. R$ 345 bilhões) em julho e avaliação de US$ 965 bilhões (aprox. R$ 5,1 trilhões) após captação. Bancos também tentam obter ratings de grau de investimento para os dois laboratórios, nota que facilitaria acesso a dívida mais barata no mercado.