A IREN Limited (IREN), antiga Iris Energy, subiu quase 20% nesta segunda-feira após anunciar US$ 2,8 bilhões (aprox. R$ 16,2 bi) em novos contratos de serviços de nuvem para IA. A empresa também elevou sua projeção de receita anualizada de IA para o fim de 2026 de US$ 3,7 bilhões (aprox. R$ 21,5 bi) para mais de US$ 4 bilhões (aprox. R$ 23,2 bi), com cerca de 85% da nova meta já coberta por contratos.

O que aconteceu: a IREN fornece poder computacional para treinamento e inferência de IA (quando modelos aprendem e depois geram respostas). Entre os clientes citados estão Microsoft, NVIDIA, Perplexity, Figure AI e Together AI. Segundo o cofundador e co-CEO Daniel Roberts, a empresa saiu de cerca de 3 MW de capacidade própria de nuvem de IA para 480 MW a serem entregues neste ano, com meta de 1,2 GW em 2027.

Por que importa: o mercado passou a tratar parte das mineradoras de BTC mais como operadoras de data centers do que como apostas alavancadas no preço do Bitcoin. No mesmo dia, a Hut 8 informou um contrato de locação de 15 anos para um data center de IA no Texas avaliado em US$ 9,8 bilhões (aprox. R$ 56,8 bi), enquanto Cipher, CleanSpark e MARA Holdings subiram mais de 11%.

Para o leitor brasileiro, o movimento mostra como mineradoras ligadas ao BTC tentam reduzir a dependência dos ciclos do mercado cripto e do halving (evento que corta pela metade a emissão de novos bitcoins).

Nem todo mundo está convencido. A Blocksbridge Consulting calcula que mineradoras de Bitcoin precisariam de cerca de (aprox. ) para bancar seus planos em IA, e a IREN teria o maior déficit, perto de (aprox. ). A empresa afirma que tinha cerca de (aprox. ) em caixa em , e diz que os novos contratos incluem pré-pagamentos que cobrem aproximadamente do custo das envolvidas.