A Justiça Cível em Curitiba (PR) autorizou o bloqueio de até R$ 1.869.715,82 em contas ligadas à OnilX, mas a varredura bancária feita pelo sistema Sisbajud encontrou saldo zerado nas instituições consultadas.

As buscas atingiram contas da ActivosX Onil Exchange Internacional S/A e da Activosx Onil OTC Ltda. em bancos como Bradesco, Itaú, Banco Paulista, Pinbank e Microcash. Com resposta negativa, a chance de recuperar valores por essa via ficou mais difícil para os investidores que acionaram a empresa.

O juiz Alexandre Della Coletta Scholz também negou, por ora, o bloqueio de valores em nome do sócio Fábio Lino e de outras empresas citadas na ação. Ao mesmo tempo, determinou o arresto de um imóvel em Jandaia do Sul (PR) caso não houvesse saldo nas contas, o que acabou confirmado pela consulta.

A empresa ainda pode se manifestar no processo em até 15 dias, sob pena de revelia.

No Brasil, casos assim costumam chegar rápido ao Judiciário porque investidores buscam bloquear ativos antes que desapareçam. Se houver oferta de produtos financeiros ou criptoativos sem saldo para saque, o caminho costuma envolver ação judicial e, em alguns casos, apuração por órgãos como a CVM ou o BCB, dependendo da estrutura do negócio.