Ki Young Ju, fundador da CryptoQuant, espera um ciclo de alta mais contido para o Bitcoin. A tese dele é que a criptomoeda ficou grande demais para repetir, com a mesma frequência, movimentos explosivos de alta seguidos por quedas profundas.

Em publicação nesta terça-feira (22), Ju disse esperar que este ciclo entregue retorno de 3 a 5 vezes, e não uma nova disparada parabólica de mais de 10 vezes. Usando a máxima atual de US$ 126 mil (aprox. R$ 667,8 mil) como referência, essa leitura apontaria para uma faixa teórica entre US$ 378 mil (aprox. R$ 2 milhões) e US$ 630 mil (aprox. R$ 3,34 milhões).

O argumento passa pelo tamanho do mercado. Segundo ele, quando o Bitcoin era menor e mais dominado pelo varejo, o dinheiro especulativo ajudava a formar altas fortes e quedas de até 80%. Hoje, com valor de mercado de US$ 1,7 trilhão (aprox. R$ 9,01 trilhões) e participação crescente de instituições, os extremos ficariam menos intensos dos dois lados.

Ju citou o PnL Index, indicador que acompanha se os detentores estão no lucro ou no prejuízo em relação ao preço de aquisição das moedas. Para ele, o índice mostra ciclos com topos e fundos menos exagerados. O analista também mencionou o MVRV (relação entre valor de mercado e valor realizado, usada para avaliar se investidores estão, em média, no lucro ou no prejuízo), que não caiu abaixo de 1 neste ciclo.

A visão contrasta com projeções mais agressivas, como a de Ric Edelman, gestor americano de patrimônios, que afirma que o Bitcoin pode chegar a US$ 500 mil (aprox. R$ 2,65 milhões) em 2030. Ju, por outro lado, diz que o mercado abriu mão das altas de 10 vezes, mas também das quedas de 80%, o que poderia atrair capital de prazo mais longo.