A KPMG dos Estados Unidos concluiu a primeira auditoria integral da história da Tether, emissora da stablecoin USDT (criptomoeda criada para manter valor estável em relação ao dólar). A empresa recebeu uma opinião sem ressalvas sobre o exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025.
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O que foi verificado: os auditores analisaram transações, registros de propriedade, valores, sistemas, documentos e contrapartes em todo o balanço patrimonial, além das demonstrações de resultados, do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa. A equipe também contou e inspecionou cada barra de ouro pertencente à Tether.
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Em números: as reservas excediam os passivos em US$ 6,814 bilhões (aprox. R$ 36,8 bi) na data da auditoria. O atestado trimestral mais recente, divulgado pela BDO em 31 de julho, apontou excesso de US$ 4,11 bilhões (aprox. R$ 22,2 bi) em 30 de junho de 2026, uma redução de cerca de 40%. No mesmo trimestre, a Tether informou lucro operacional líquido de aproximadamente US$ 1,5 bilhão (aprox. R$ 8,1 bi).
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Por que a margem mudou: o portfólio da Tether inclui ouro, Bitcoin e títulos do Tesouro. O preço à vista do ouro caiu mais de 20% desde o recorde de janeiro, o que pode ter contribuído para a redução do excedente, junto com perdas não realizadas ou saídas em outras partes das reservas.
Para brasileiros, a auditoria amplia a visibilidade sobre as reservas por trás do USDT, mas não elimina os riscos ligados à liquidez, aos resgates e às contrapartes usadas pela emissora.
A auditoria não veio acompanhada da publicação das demonstrações financeiras completas. Sem notas explicativas, políticas contábeis, composição detalhada das reservas e informações sobre partes relacionadas, a análise independente dos números continua limitada.




