A Liqi lançou o Tomé, uma ferramenta de inteligência artificial que permite consultar, em linguagem natural, informações públicas sobre fundos de investimento e operações de securitização no mercado brasileiro. Segundo a empresa, o sistema processou 34 milhões de informes enviados à CVM e organizou uma base com seis anos de dados de cerca de 47 mil fundos e operações.
O que aconteceu: o usuário pode pesquisar pelo nome ou CNPJ e fazer perguntas em português sobre o que foi declarado nos documentos. Entre os exemplos citados estão a inadimplência de um FIDC, a queda de subordinação e a vacância informada por um fundo imobiliário.
Em números: a base reúne informes mensais de FIDCs (fundos que compram direitos de crédito), FIIs, CRIs e CRAs, além de informes diários de cota e patrimônio dos fundos líquidos. A ferramenta é gratuita, mas tem limite diário de perguntas.
Para o leitor brasileiro, a utilidade está em facilitar a leitura de documentos públicos da CVM, que costumam ser extensos e técnicos, sem substituir a checagem dos dados originais.
A empresa afirma que o Tomé mostra o que cada fundo ou operação declarou, o que mudou depois e o que apresenta inconsistências. A proposta, segundo a Liqi, é oferecer acesso sem cobrança, sem atribuição de nota e sem recomendação de investimento.




