A Lisk prepara o fim da sua blockchain depois de uma década e quer mudar o foco para uma plataforma de finanças corporativas. A proposta ainda precisa passar pela governança do projeto, mas já prevê a queima de 100 milhões de LSK e a dissolução da Lisk DAO.
O movimento marca mais uma virada de rota. Em 2016, o projeto levantou mais de 14 mil BTC, cerca de US$ 5,7 milhões (aprox. R$ 32,9 milhões). Em dezembro de 2023, a equipe já havia abandonado a Layer-1 original e reconstruído a Lisk como uma Layer-2 do Ethereum.
O token LSK também atravessa uma queda pesada. Ele chegou à máxima histórica de US$ 34,92 em janeiro de 2018 e, na cotação de US$ 0,09, acumulava perda superior a 99%. A mínima histórica de US$ 0,07 foi registrada em 3 de agosto.
Para quem está no Brasil, o ponto prático é que mudanças dessa escala afetam liquidez, custódia e risco do ativo em corretoras que listam LSK, inclusive em pares com R$.
Quem mantém LSK no Ethereum ou em exchanges não precisa fazer nada. Já quem usa a Lisk Chain precisa transferir os tokens para o Ethereum antes de 31 de outubro. O processo de bridge (ponte entre redes) leva pelo menos sete dias, e a saída do staking (travamento para validação) acrescenta mais três dias após a aprovação do voto.
A Binance também sinalizou risco ao incluir o ativo na Monitoring Tag em julho. Do lado dos desenvolvedores, a Lisk organiza uma migração para a Celo, com apoio da equipe Celo Core Co.. O projeto afirma que dapps e times que atuaram na Lisk Chain “entregaram produtos reais para usuários reais”, e que isso não se perde na transição.




