A Coinbase divulgou um segundo trimestre misto e ficou abaixo das estimativas de Wall Street na lucratividade. A empresa atribuiu o resultado à menor volatilidade e à queda no volume de negociações à vista.
No período, a corretora gerou cerca de US$ 1,2 bilhão (aprox. R$ 6,9 bilhões) em receita líquida, em linha com as projeções, mas 19% abaixo do mesmo trimestre do ano anterior. O prejuízo líquido GAAP foi de US$ 359 milhões (aprox. R$ 2,1 bilhões), acima da previsão de cerca de US$ 122 milhões (aprox. R$ 702 milhões).
O que puxou para baixo: a receita de transações, a receita de assinaturas e serviços e o EBITDA ajustado vieram abaixo do consenso. Ao mesmo tempo, a empresa destacou avanço em derivativos, stablecoins e ativos tokenizados.
A participação da Coinbase no volume global de negociação de criptomoedas atingiu um recorde de 10,3%, acima dos 9,1% do primeiro trimestre. Mesmo com esse ganho, a atividade mais fraca no setor continuou pesando sobre os números.
Para o leitor brasileiro, o dado mostra como a atividade de negociação ainda mexe fortemente com as exchanges, inclusive em um mercado em que stablecoins e derivativos ganham espaço.




