A Luno iniciou um novo corte de pessoal e deve reduzir em cerca de 20% sua equipe global. A medida faz parte de uma reestruturação operacional, em meio a uma nova rodada de ajustes no setor de criptomoedas.
O que aconteceu: De acordo com reportagem da Bloomberg publicada na terça-feira, o CEO James Lanigan disse que a empresa passou a investir mais em automação e em melhorias operacionais amplas. Isso, segundo ele, mudou o volume de recursos necessário para tocar o negócio.
Para onde vai o foco: A corretora quer concentrar recursos em clientes institucionais, infraestrutura financeira e serviços B2B (modelo em que uma empresa atende outras empresas, e não o consumidor final). Ao mesmo tempo, também pretende cortar custos de acordo com as condições de mercado e manter investimentos em conformidade, infraestrutura essencial e produtos voltados ao varejo.
Em números: Não é a primeira redução recente na companhia. Em janeiro de 2023, a Luno demitiu 35% da equipe, o equivalente a quase 330 funcionários, citando a turbulência nos setores de tecnologia e cripto, que afetou crescimento e receita.
Para o leitor brasileiro, o movimento reforça que corretoras e empresas de cripto seguem ajustando operação e custos mesmo fora de momentos agudos de crise, o que pode afetar expansão, oferta de produtos e atendimento em diferentes mercados.




