Uma campanha de malware bancário no Brasil passou a usar um contrato inteligente na Ethereum para esconder dados da sua infraestrutura de comando e controle, ou C2 (o sistema usado pelos criminosos para operar o ataque). A técnica permite alterar os servidores da operação sem mexer no malware. A descoberta foi feita pela Swarmy, empresa brasileira de segurança digital e combate a fraudes.

O que aconteceu: Segundo a investigação divulgada pelo CISO Advisor, o programa malicioso não armazena previamente o domínio nem o endereço de IP do servidor controlado pelos criminosos. Antes de avançar com a infecção, ele consulta um contrato inteligente na Ethereum por meio de um gateway público.

Como funciona: Esse contrato devolve as informações necessárias para o malware localizar a próxima etapa da operação. A consulta apenas lê os dados já disponíveis e não registra uma nova transação na blockchain, o que permite obter a configuração sem modificar o contrato a cada infecção.

Para o leitor brasileiro, o caso mostra uma campanha de malware bancário local usando a Ethereum como parte da infraestrutura do ataque.