A MARA reportou prejuízo líquido de US$ 611,3 milhões (aprox. R$ 3,5 bi) no segundo trimestre de 2026, revertendo o lucro registrado um ano antes. O resultado veio mesmo com a maior produção trimestral de Bitcoin (BTC) da companhia em mais de um ano.
O que aconteceu: a mineradora produziu 2.422 BTC no trimestre, alta de 3% na comparação anual. Ainda assim, o avanço não compensou a queda de 28% no preço médio do Bitcoin, que pressionou a receita no período.
Em números: o prejuízo por ação diluída foi de US$ 1,60 (aprox. R$ 9,30), ante lucro de US$ 808,2 milhões (aprox. R$ 4,7 bi), ou US$ 1,84 (aprox. R$ 10,70) por ação diluída, no segundo trimestre de 2025. Segundo o formulário 10-Q enviado à SEC, a piora foi puxada principalmente pela variação no valor das reservas de Bitcoin da empresa.
Salman Khan, diretor financeiro da MARA, disse em teleconferência de resultados que dois fatores marcaram o trimestre: os preços do Bitcoin criaram um ambiente de receita mais difícil, e a empresa aproveitou o período para mudar de forma estrutural seu portfólio de energia e sua estrutura de capital.
Para o leitor brasileiro, o caso mostra como empresas expostas ao BTC podem ampliar a produção e ainda assim sofrer quando o preço do ativo recua, algo que afeta balanços, ações e a leitura do mercado sobre o setor.




