O nome de Erling Haaland virou gatilho para uma nova onda de memecoins na Solana nesta semana. A movimentação começou depois que um easter egg do Google, com temática viking, apareceu nas buscas pelo atacante antes do jogo entre Noruega e Inglaterra nas quartas de final da Copa do Mundo.
O que aconteceu: desenvolvedores anônimos lançaram tokens como $RO e $VIKINGROW para aproveitar o salto no interesse pelo jogador. Um token com a marca Haaland também atraiu investidores de varejo, embora sem utilidade prática nem vínculo oficial com equipes.
Em números: dados da Coinbase mostram que a memecoin de Haaland era negociada perto de US$ 0,00037 (aprox. R$ 0,0021) na Solana, com valor de mercado em torno de US$ 370 mil (aprox. R$ 2,1 mi). Mesmo assim, o ativo caiu quase 16% em um dia, refletindo a oscilação forte comum nesse tipo de token.
Alguns analistas tratam esse movimento mais como uma aposta cultural de curto prazo do que como investimento tradicional. O histórico recente do torneio já mostrou altas parecidas em memecoins ligadas a momentos virais do futebol, sempre com baixa liquidez e risco elevado.
Fora desse ciclo especulativo, os cards oficiais em NFT (colecionáveis digitais registrados em blockchain) de Haaland também avançaram na Sorare. Os sete gols do atacante no torneio aumentaram a procura entre jogadores de fantasy, enquanto os acordos de licenciamento da plataforma ajudam a dar mais previsibilidade a esses ativos do que memecoins sem histórico.
Para o investidor brasileiro, o caso reforça um padrão conhecido: hype pode inflar preços em horas, mas memecoins seguem expostas a volatilidade extrema, pump-and-dump e perdas rápidas.
O avanço dessas moedas também reacende alertas sobre tokens associados a celebridades. O caso judicial envolvendo é citado nesse debate, enquanto decisões recentes ligadas à e ao mostram como a Copa já vem mexendo com diferentes nichos do mercado cripto.



