A 2TM, holding responsável pelo Mercado Bitcoin (MB), confirmou um aporte de R$ 100 milhões em uma rodada Série C liderada pela Tether, emissora da stablecoin USDT. Segundo as informações, essa é a primeira etapa da captação, e o valor total da rodada ainda não foi definido.

De acordo com a empresa, o dinheiro será direcionado para acelerar novas frentes do MB, incluindo meios de pagamento e oferta de investimentos tokenizados. Há cinco meses, o CEO da 2TM e chairman do Mercado Bitcoin, Roberto Dagnoni, já havia sinalizado a busca por recursos para ampliar a operação.

Parceria e expansão

Dagnoni afirmou que a migração dos serviços financeiros para estruturas on-chain já está em andamento e que o foco agora é desenvolver a infraestrutura necessária para sustentar tokenização, stablecoins, pagamentos e mercados de capitais em escala. Segundo ele, o investimento reforça a capacidade do Mercado Bitcoin de avançar com uma nova geração de serviços financeiros on-chain no Brasil e também em mercados internacionais.

Paolo Ardoino, CEO da Tether, disse que o Mercado Bitcoin reúne uma plataforma regulada e integrada de serviços financeiros on-chain, com infraestrutura de tokenização e atuação em um dos mercados financeiros mais dinâmicos do mundo. Para ele, esse conjunto torna a empresa um ativo singular na América Latina.

Para o leitor brasileiro, o movimento reforça a aposta no uso de stablecoins e de ativos tokenizados dentro de um ambiente regulado no país.

Histórico da rodada

O SoftBank acompanhará a rodada atual. Em 2021, o grupo liderou uma Série B de US$ 200 milhões no Mercado Bitcoin, quando a empresa se tornou o primeiro unicórnio cripto da América Latina, com valuation de US$ 2,15 bilhões. O valuation atualizado após a nova captação não foi divulgado.

Atualmente, a plataforma informa atender 4,5 milhões de usuários e já ter processado mais de R$ 155 bilhões em volume total transacionado entre criptomoedas e stablecoins. Apesar de o Mercado Bitcoin estar entre as 15 empresas do portfólio do SoftBank vistas como prontas para um IPO, Dagnoni voltou a descartar uma abertura de capital no Brasil e apontou os EUA como alternativa para futuras captações, citando a possibilidade de aprovação do Clarity Act.