A demanda por ações, commodities e metais preciosos tokenizados ganhou força nas exchanges de criptomoedas e levou esse mercado a US$ 6,6 bilhões (aprox. R$ 38,3 bi) em junho de 2026. Em janeiro de 2025, o total era de US$ 1,4 bilhão (aprox. R$ 8,1 bi), segundo estudo da CoinGecko divulgado na quarta-feira.

O que aconteceu: A CoinGecko atribui esse movimento à disputa mais acirrada entre corretoras tradicionais, exchanges centralizadas e plataformas descentralizadas. Nesse ambiente, empresas do setor cripto passaram a ampliar a oferta para além dos ativos digitais, incluindo ações tokenizadas, commodities, metais preciosos, índices globais e pares de câmbio no mercado de forex (compra e venda de moedas).

Em números: O levantamento analisou a atividade nas plataformas Binance, OKX, Bybit, Bitget, Gate e MEXC. Segundo o relatório, a maior parte da atividade de negociação veio dos futuros perpétuos (contratos sem vencimento) ligados a esses ativos.

O crescimento começou com os metais preciosos tokenizados. Depois, o interesse migrou para ações dos Estados Unidos. Em meados de 2026, os futuros perpétuos de ações americanas já tinham superado os metais preciosos tanto em volume negociado quanto em posições em aberto, impulsionados pela procura por papéis de semicondutores e pela expectativa em torno de IPOs (aberturas de capital) previstas.

Para o brasileiro, esse avanço mostra como exchanges estão aproximando o mercado cripto de ativos tradicionais, mas a negociação desses produtos pode envolver riscos, regras e tributação diferentes das aplicadas a ações e contratos acessados no mercado local.