O mercado global de stablecoins atingiu US$ 320,007 bilhões em 16 de abril de 2026, de acordo com dados compilados pela DefiLlama, após receber US$ 2,54 bilhões em entradas líquidas nos sete dias anteriores. O USDT, emitido pela Tether, continua como maior ativo do segmento, com US$ 185,463 bilhões e 57,96% de participação, mas perdeu 2,5 pontos percentuais de dominância desde o começo de 2026.

O USDC, da Circle, avançou para US$ 78,621 bilhões, com entradas de US$ 431 milhões na semana. Já os cinco maiores emissores concentram US$ 283,097 bilhões, o equivalente a 88,47% de todo o setor. Segundo o texto de origem, isso mostra que a fragmentação existe, mas ainda tem peso limitado fora dos principais nomes do mercado.

O que está por trás do movimento

A expansão das stablecoins ganhou força após o crescimento do setor entre 2020 e 2025 e, em 2026, passou a contar com novos competidores, como World Liberty Financial com o USD1, PayPal com o PYUSD, BlackRock com o BUIDL e Ondo com o USDY. Esse avanço ajudou a dividir uma demanda que antes se concentrava mais automaticamente no USDT, especialmente entre fluxos institucionais com maior exigência de compliance regulatório.

  • O USDT cresceu US$ 1,373 bilhão na última semana em termos absolutos
  • O mercado total avançou US$ 2,54 bilhões no mesmo período
  • A diferença foi absorvida por concorrentes como o USDC, emissores institucionais e projetos fora do top 10

Para o leitor brasileiro, o movimento reforça como stablecoins em dólar vêm se consolidando como infraestrutura de liquidez global, com potencial impacto sobre corretoras locais, remessas e uso de cripto atrelada ao dólar.

Entre os demais emissores, Sky USDS, Ethena USDe e DAI registraram queda na semana, indicando pressão competitiva no grupo intermediário. Ao mesmo tempo, a entrada de empresas como BlackRock e PayPal reforça a avaliação de que o setor está deixando de ser apenas uma ferramenta de negociação cripto para assumir um papel mais amplo em pagamentos e liquidação financeira.