A MetaMask lançou na quinta-feira (6) uma nova carteira para agentes de inteligência artificial negociarem criptomoedas em redes descentralizadas. A ferramenta foi desenhada para permitir que robôs executem ordens de compra e venda de forma autônoma, com limites definidos pelo usuário e checagens de segurança antes da conclusão das transações.
O que aconteceu: o produto funciona em regime de custódia própria (quando o usuário mantém o controle das próprias chaves) e deixa o investidor configurar travas diárias de valores e listas de contratos confiáveis. Se uma operação sair desses parâmetros, ela só é liberada com aprovação do dono da conta por verificação em duas etapas.
Segurança: a plataforma simula operações antes da execução e bloqueia tentativas de ataque. Transações consideradas seguras contam com cobertura financeira de até US$ 10 mil (aprox. R$ 58 mil) por mês contra fraudes na rede. A arquitetura também usa proteção de chaves com suporte a ambientes de execução confiável para reduzir o risco de invasões.
A MetaMask informou ainda que a carteira dispensa o uso de moedas nativas para pagar taxas em negociações diretas, o que simplifica a integração com programas como Claude Code e OpenClaw. Os usuários continuam com posse total das chaves privadas e da frase secreta de recuperação dos fundos.
Próximos passos: o recurso está em fase de testes fechados para desenvolvedores cadastrados. A abertura geral deve acontecer no verão do hemisfério norte, sem custo de adesão. Nesse período, as equipes acompanham o comportamento das rotas automatizadas para ajustar os filtros de segurança e reforçar a proteção contra manipulação, taxas abusivas e deslizamento de preço (diferença entre o valor esperado e o valor final da execução).
Para o usuário brasileiro, o ponto central é que a ferramenta mantém a lógica de autocustódia: você continua responsável pelas chaves e pelos riscos de operar em redes descentralizadas.




