A Microsoft fechou seu quarto trimestre fiscal com receita de US$ 90 bilhões (aprox. R$ 522 bi) e lucro ajustado de US$ 4,74 por ação, acima das projeções de analistas, que esperavam US$ 87,72 bilhões (aprox. R$ 509 bi) em receita. O principal motor foi o Azure, cuja receita avançou 43% no período.

O que aconteceu: a divisão Microsoft Cloud somou US$ 59,3 bilhões (aprox. R$ 344 bi), alta de 27% em 12 meses. Já a unidade Intelligent Cloud, que inclui o Azure, cresceu 32% e chegou a US$ 39,3 bilhões (aprox. R$ 228 bi). O valor contratual a realizar, que representa receitas já fechadas mas ainda não reconhecidas no balanço, subiu 84% e alcançou US$ 678 bilhões (aprox. R$ 3,93 tri).

Satya Nadella, CEO e presidente do conselho da empresa, disse que o desempenho reflete a confiança dos clientes em inteligência artificial. Segundo ele, a receita do Azure superou US$ 100 bilhões (aprox. R$ 580 bi) pela primeira vez no ano, enquanto o Microsoft 365 Copilot já passa de 30 milhões de licenças pagas.

Por que importa: o balanço saiu num momento em que o Bitcoin (BTC) era negociado perto de US$ 63.553 (aprox. R$ 368 mil), com queda de 0,4% em 24 horas e valor de mercado de US$ 1,27 trilhão (aprox. R$ 7,37 tri). O ativo ainda está cerca de 50% abaixo do recorde de US$ 126.080 (aprox. R$ 731 mil) registrado em outubro de 2025 e acumula baixa de 3,5% na semana.

A leitura do mercado é que o BTC parou de acompanhar com a mesma força a alta das empresas ligadas à IA. A correlação com a aumentou, mas de forma desfavorável: a criptomoeda tem caído junto com as ações e reagido pouco nos dias de recuperação.