A Microsoft reportou receita de US$ 90 bilhões (aprox. R$ 522 bi) no quarto trimestre fiscal, acima da projeção de US$ 87,7 bilhões (aprox. R$ 509 bi). O lucro ajustado por ação ficou em US$ 4,74 (aprox. R$ 27,49), contra expectativa de US$ 4,25 (aprox. R$ 24,65), enquanto o resultado operacional atingiu US$ 40,6 bilhões (aprox. R$ 235,5 bi).

O que aconteceu: a divisão Intelligent Cloud foi o principal motor do trimestre. A receita do segmento subiu 32% em relação ao ano anterior, para US$ 39,3 bilhões (aprox. R$ 227,9 bi), e a receita da Azure com outros serviços de nuvem avançou 43%, acima da faixa de crescimento que a própria empresa havia projetado.

Em números: a Microsoft Cloud somou US$ 59,3 bilhões (aprox. R$ 343,9 bi) em receita trimestral, alta de 27% na comparação anual. Já as obrigações de desempenho comercial remanescentes, indicador de receita contratada para o futuro, cresceram 84% e chegaram a US$ 678 bilhões (aprox. R$ 3,93 tri).

O CEO Satya Nadella disse que a estratégia de IA ajudou a sustentar o desempenho. Segundo ele, a empresa está “avançando na fronteira da curva de custo para resultado, garantindo que cada cliente possa converter tokens em resultados para os negócios”. Ele também afirmou que a Azure superou US$ 100 bilhões (aprox. R$ 580 bi) em receita anual pela primeira vez no exercício de 2026, enquanto o Microsoft 365 Copilot passou de 30 milhões de licenças pagas.

Por que importa: a companhia segue acelerando os investimentos para ampliar sua estrutura de IA. O fluxo de caixa operacional foi de US$ 55,4 bilhões (aprox. R$ 321,3 bi) no trimestre, e os gastos com propriedades e equipamentos chegaram a quase (aprox. ) no período e cerca de (aprox. ) no acumulado do ano fiscal.