As ações de mineradoras de ouro caminham para fechar agosto com o maior avanço mensal já registrado. O índice global da MSCI Inc. para o setor subiu 43% no período.

O movimento acelerou depois que o Tesouro dos EUA anunciou que dobraria o limite de recompra de títulos de longo prazo para pelo menos US$ 4 bilhões (aprox. R$ 20,4 bi) e reduziria os custos de empréstimo. Isso reacendeu a chamada proteção contra desvalorização, quando investidores trocam moedas fiduciárias por ativos escassos como ouro, prata e Bitcoin.

Para o investidor no Brasil, esse tipo de fluxo costuma influenciar preço de ativos globais e também o apetite por proteção em dólar, ouro e BTC.

O Bitcoin (BTC) também avançou cerca de 26% em agosto. A leitura do mercado é que ouro, mineradoras e cripto vêm sendo tratados na mesma tese macro: defesa contra perda de poder de compra das moedas.

O ouro à vista chegou perto de US$ 4.583 por onça (aprox. R$ 23,4 mil) e acumula alta de cerca de 13% no mês. Nos últimos 12 meses, a valorização chega a aproximadamente 33%. Os fundos de índice lastreados em ouro também voltaram a atrair recursos no ritmo mais forte desde setembro, depois de entradas de US$ 3 bilhões em julho (aprox. R$ 15,3 bi).

A atenção agora se volta para Jackson Hole, onde o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, fala na sexta-feira. Um discurso mais duro pode pressionar os rendimentos reais; um tom mais brando tende a manter a procura por ativos que não pagam juros.