Mineradores de Bitcoin de capital aberto aceleraram os investimentos em IA e HPC (computação de alto desempenho, usada para processar grandes volumes de dados), mas a receita ainda está bem atrás do tamanho da aposta. No primeiro semestre de 2026, nove empresas comparáveis geraram US$ 341,2 milhões (aprox. R$ 1,9 bi) com essas operações, após gastar US$ 5,11 bilhões (aprox. R$ 28,1 bi) em ativos de capital.
O que aconteceu: levantamento da BlocksBridge Consulting mostra que um grupo de 15 mineradores de Bitcoin e empresas de data centers de IA desembolsou US$ 30,7 bilhões (aprox. R$ 168,9 bi) em ativos de capital nos períodos de divulgação mais recentes de 2026. O valor representa alta de 42,6% sobre os US$ 21,53 bilhões (aprox. R$ 118,4 bi) investidos ao longo de 2025.
Em números: entre os mineradores de Bitcoin, a relação entre capex (gasto com expansão e compra de infraestrutura) e receita de IA continua desequilibrada. As nove companhias analisadas registraram uma proporção de cerca de 15 para 1 entre investimento e faturamento.
Para o leitor brasileiro, o movimento ajuda a mostrar como mineradoras estão tentando buscar novas fontes de receita além do BTC, mas com custo elevado e retorno ainda incerto.
A leitura desses dados reforça o tamanho do investimento inicial exigido para diversificar a operação para além da mineração de Bitcoin. Até aqui, a expansão para IA e HPC tem consumido muito mais caixa do que gerado receita.




