O MOVE caiu para a mínima histórica de US$ 0,0104 (aprox. R$ 0,06) dias após a MVMT Labs, Inc., desenvolvedora original da blockchain Movement, pedir recuperação judicial sob o Capítulo 11 em 15 de julho de 2026, em Delaware. No momento citado, o token era negociado perto de US$ 0,0108 (aprox. R$ 0,06), acumulando queda de 94% em doze meses.

O que aconteceu: documentos do processo 26-11113 mostram que a MVMT Labs entrou com pedido voluntário pelo Subcapítulo V, uma versão simplificada do Capítulo 11 para pequenas empresas. O caso está com o juiz Thomas M. Horan, no Distrito de Delaware. A empresa declarou ativos entre US$ 100.001 e US$ 1 milhão (aprox. entre R$ 580 mil e R$ 5,8 milhões) e dívidas entre US$ 1 milhão e US$ 10 milhões (aprox. entre R$ 5,8 milhões e R$ 58 milhões), com 200 a 999 credores.

A crise atual contrasta com o auge do projeto. O MOVE chegou a US$ 1,45 (aprox. R$ 8,41) em dezembro de 2024, antes de um acordo de market making (operação para dar liquidez ao ativo) contestado despejar 66 milhões de tokens no dia de estreia. Depois disso, vieram investigação sobre a conduta do formador de mercado, banimento de uma conta ligada ao caso na Binance e exclusão do token de exchanges. A MVMT Labs também responde a uma ação na Corte de Delaware movida pelo cofundador Rushi Manche, que foi suspenso da empresa.

Por que importa: a Move Industries, que assumiu o desenvolvimento do ecossistema em 2025 e passou a usar essa marca em maio de 2025, afirma que não faz parte do pedido de recuperação judicial. Em 21 de julho, o CEO Torab Torabi disse que a empresa é uma entidade separada e continua operando normalmente. Ainda assim, o mercado segue cauteloso: o tem valor de mercado de (aprox. ) e ocupa a posição em capitalização.