Nic Carter disse que os EUA devem liderar uma corrida tecnológica para recuperar bitcoins expostos ao avanço da computação quântica. Na avaliação dele, esse movimento pode ser conduzido pelo próprio governo ou por empresas privadas americanas.
O que aconteceu: Em conversa publicada no canal da Galaxy na sexta-feira (23), Carter afirmou que os EUA estão na frente em computação quântica e, por isso, teriam condições de agir antes de outros países. Segundo ele, uma das primeiras aplicações práticas seria recuperar esses BTC ameaçados e colocá-los em um fundo fiduciário (trust, uma estrutura que guarda bens sob administração formal), permitindo que antigos donos peçam a devolução.
Em números: Estudos citados apontam que entre 4 milhões e 10 milhões de bitcoins — algo entre 20% e 50% da oferta circulante — podem ficar vulneráveis a computadores quânticos. Desse total, a estimativa é que 2 milhões a 3 milhões de moedas estejam perdidas ou abandonadas.
Carter disse que essa alternativa seria mais aceitável para a comunidade do Bitcoin do que um fork para congelar moedas vulneráveis (fork é uma mudança nas regras da rede). Ele reconheceu que a ideia de bloquear essas moedas já foi apresentada, mas avaliou que isso não deve acontecer, mesmo que alguns defendam a medida.
Para o leitor brasileiro, o debate importa porque mexe com a segurança de longo prazo do BTC guardado em qualquer lugar do mundo, inclusive em carteiras usadas por investidores no Brasil.
A discussão ganhou força na mesma semana em que a Galaxy anunciou um consórcio com Strategy, BlackRock, Fidelity e outras empresas, citando preocupação com o avanço da computação quântica. Carter chegou a brincar que o grupo poderia assumir essa tarefa, mas , diretor-gerente e chefe de pesquisa da , respondeu que não estava sugerindo isso.




