A OKX prevê que o mercado cripto brasileiro terá menos empresas operando e regras mais duras em 2027, enquanto a tokenização deve ganhar espaço no sistema financeiro.
Segundo o BeInCrypto Brasil, Guilherme Sacamone, CEO da OKX no Brasil, avalia que o debate sobre cripto ainda está muito concentrado na negociação e na especulação com Bitcoin, Ethereum e memecoins. Para ele, a blockchain tende a ser usada também para emitir, negociar, custodiar e liquidar ativos financeiros.
Sacamone citou a parceria da exchange com a Intercontinental Exchange, dona da Bolsa de Nova York. A ICE investiu na OKX em março, em uma operação que avaliou a empresa em US$ 25 bilhões.
No Brasil, a regulação é apontada como a principal frente para o próximo ano. Pela Resolução BCB 520, empresas que já operavam no país tiveram até 30 de outubro para solicitar autorização ao Banco Central, e a OKX está entre as plataformas que protocolaram o pedido.
O executivo disse que, após a solicitação, as empresas precisarão manter controles e cumprir obrigações de forma contínua. Em 2027, as plataformas também deverão atender a novas exigências de envio de informações ao regulador.
A outra aposta da empresa é a tokenização, processo que transforma ativos como ações e títulos em registros digitais em blockchain. Em 14 de outubro, a CVM publicou a Resolução 249, que criou o Programa Piloto DLT para testar a emissão, negociação, guarda e liquidação de valores mobiliários em redes de registro distribuído.
A OKX também anunciou em 5 de dezembro o OKX Money, aplicativo que converte reais enviados por Pix em dólares digitais com taxa de 0,49%, e a versão física do cartão internacional OKX Card. Segundo a empresa, o cartão não cobra IOF, mensalidade ou anuidade e oferece cashback de 2% a 10%.




