O ouro entra em agosto de 2026 num ponto de decisão. O metal ronda US$ 4.020 (aprox. R$ 23,3 mil) e acumula queda de 28% desde a máxima de US$ 5.598 (aprox. R$ 32,5 mil) em janeiro. Agora, o foco está na reunião do FOMC em 29 de julho e no suporte técnico entre US$ 3.900 e US$ 4.000.
O que aconteceu: dados do FedWatch, da CME, mostram 64,2% de chance de manutenção dos juros na faixa entre 350 e 375 pontos-base. Ainda assim, o mercado vê 35,8% de probabilidade de alta para o intervalo entre 375 e 400 pontos-base. Mesmo com os 104 economistas ouvidos pela Reuters esperando estabilidade, o presidente do Fed, Kevin Warsh, manteve o tom duro após a inflação de junho cair para 3,5%, com núcleo em 2,6%.
A pressão também passa pelos fluxos financeiros. ETFs de ouro nos Estados Unidos tiveram resgates mensais próximos de US$ 5,3 bilhões (aprox. R$ 30,7 bi), e o fluxo em 90 dias saiu de quase US$ 30 bilhões (aprox. R$ 174 bi) em fevereiro para o terreno negativo. Em paralelo, bancos centrais seguiram comprando: no primeiro trimestre, as aquisições líquidas somaram 244 toneladas, e 45% disseram que pretendem elevar reservas, segundo pesquisa do World Gold Council.
Em números: no gráfico semanal, o ouro perdeu em junho a faixa de Fibonacci 0,382 entre US$ 4.300 e US$ 4.400, que virou resistência. O ativo agora está perto da retração 0,5, em US$ 3.943. O RSI semanal (índice que mede força do movimento de preços) caiu para 37, o menor nível desde o fim de 2023, sinal típico de mercado de baixa, embora patamares parecidos tenham marcado fundos relevantes em 2022 e 2023.




