Quatro dos cinco candidatos apoiados por anúncios financiados por PACs ligados à Fairshake venceram suas primárias ou avançaram em disputas realizadas na terça-feira nos EUA. O grupo, que apoia nomes favoráveis à indústria cripto, gastou cerca de US$ 3,6 milhões (aprox. R$ 20,8 milhões) em corridas para a Câmara e o Senado no Alasca, na Flórida e em Wyoming.

O que aconteceu:
A democrata Lois Frankel foi reeleita no 23º distrito congressional da Flórida depois que a Protect Progress gastou mais de US$ 150.000 (aprox. R$ 870 mil) em anúncios favoráveis. Já a Defend American Jobs desembolsou, ao todo, US$ 1,5 milhão (aprox. R$ 8,7 milhões) para apoiar o republicano Nick Begich no distrito geral do Alasca, a republicana Sydney Gruters no 16º distrito congressional da Flórida e a deputada Harriet Hageman para o Senado dos EUA pelo Wyoming.

Por que importa:
Gruters e Hageman venceram suas primárias, e Begich deve avançar no Alasca. Para o mercado cripto, o resultado sugere que esses grupos ainda tentam ampliar bancada simpática ao setor no Congresso.

No Brasil, isso importa como termômetro político: quando a indústria cripto ganha espaço em Washington, o impacto pode aparecer em debates de regulação, tributação e regras para corretoras que também afetam o investidor daqui.

Um porta-voz da Fairshake disse que o PAC estava “apenas começando” seus gastos. A fala indica que a entidade quer seguir ativa nas eleições de meio de mandato de 2026.