Grupos ligados ao PAC Fairshake, apoiado por empresas do setor cripto, destinaram mais de US$ 1,5 milhão (aprox. R$ 8,7 milhões) a anúncios nas primárias dos Estados Unidos. O foco está em disputas na Flórida, no Alasca e em Wyoming, com votações marcadas para 18 de agosto.
O que aconteceu: Registros da Comissão Eleitoral Federal (FEC) mostram que as afiliadas Defend American Jobs e Protect Progress reforçaram os gastos com mídia após uma derrota nas primárias de Michigan, na terça-feira. Os anúncios beneficiam candidatos republicanos e democratas, muitos deles favoráveis à Lei de Clareza do Mercado de Ativos Digitais (CLARITY) quando atuaram no Congresso.
Em números: No Alasca, o Defend American Jobs gastou mais de US$ 500 mil (aprox. R$ 2,9 milhões) em publicidade em apoio à reeleição do deputado Nick Begich. O super PAC também aplicou um valor semelhante na campanha da republicana Sydney Gruters, no 16º distrito da Flórida, e da deputada Harriet Hageman, candidata à vaga de Cynthia Lummis no Senado por Wyoming.
Para o leitor brasileiro, o caso mostra como o setor cripto tenta ganhar influência direta sobre regras do mercado ao apoiar candidatos alinhados a projetos de regulação.




