A Autoridade Reguladora de Ativos Virtuais do Paquistão (PVARA) quer manter aberto o debate sobre como ativos digitais devem ser tratados pela lei islâmica. O pedido foi feito por Bilal bin Saqib, presidente do órgão, depois de uma reunião com Mufti Taqi Usmani, estudioso que apoiou uma decisão contrária a compras feitas com criptomoedas.
O que aconteceu: segundo Saqib, a conversa tratou de blockchain (a tecnologia por trás do registro das transações), ativos digitais, stablecoins (criptomoedas atreladas a outros ativos para tentar reduzir a volatilidade) e RWAs tokenizados (ativos do mundo real representados em tokens). Também entrou na pauta a necessidade de proteger a população do país contra fraude, exploração e perdas financeiras.
Ponto central: Saqib afirmou que diferentes categorias de ativos digitais precisam de “uma avaliação técnica cuidadosa, juntamente com um exame rigoroso da Sharia, em vez de serem vistas sob uma única perspectiva”.
Para o leitor brasileiro, o caso mostra como o debate sobre cripto pode ir além de preço e regulação financeira, envolvendo também critérios religiosos, jurídicos e de proteção ao consumidor.




