A Grayscale voltou a chamar atenção para as parcerias da Ripple com Mastercard, JPMorgan, OKX e Ondo Finance, citando iniciativas ligadas a pagamentos globais, liquidação, liquidez e tokenização de ativos. Mesmo assim, o XRP seguiu negociado ao redor de US$ 1,09 a US$ 1,10 (aprox. R$ 6,00 a R$ 6,05), sem reação relevante.
O que aconteceu: Entre os projetos citados está um piloto previsto para 2026 para liquidação quase em tempo real de títulos do Tesouro dos EUA tokenizados no XRP Ledger. A conversa da gestora com Jack McDonald, vice-presidente sênior de stablecoins da Ripple, também tratou da estratégia institucional da empresa, da adoção do RLUSD e do papel do XRP em diferentes usos.
Por que o preço não reage: A leitura do mercado é que a adoção, sozinha, não basta para empurrar o token. A própria estrutura do XRP, voltada para transferências rápidas, pode reduzir o incentivo de manutenção por longos períodos. Além disso, a oferta em circulação e a dinâmica de escrow (reserva de tokens liberada de forma programada) seguem como fontes de pressão sobre o preço.
Analistas também apontam um quadro técnico dividido no curto prazo. O ativo tem suportes entre US$ 1,08 e US$ 1,09 (aprox. R$ 5,95 e R$ 6,00) e resistências entre US$ 1,12 e US$ 1,14 (aprox. R$ 6,15 e R$ 6,25). Se superar de forma sustentada a região de US$ 1,09 (aprox. R$ 6,00), pode abrir espaço para US$ 1,18 (aprox. R$ 6,50).
Para o leitor brasileiro, o caso mostra um ponto recorrente no mercado de cripto: parceria com instituição grande nem sempre vira alta imediata no preço.



