Hackers ligados à falha recente da Coldcard começaram a movimentar parte das criptomoedas roubadas para serviços de mistura, usados para dificultar o rastreamento das transações. Segundo a CertiK, foram enviados 64 Bitcoins avaliados em US$ 4,17 milhões (aprox. R$ 24,2 mi) e 200 Ethers avaliados em US$ 380.000 (aprox. R$ 2,2 mi).
O que aconteceu: os 64 BTC foram transferidos do endereço bc1q0 para o Wasabi na terça-feira, de acordo com dados da blockchain compartilhados pela CertiK. Já os 200 ETH seguiram para o Tornado Cash na quarta-feira, segundo publicação da empresa no X.
Por que importa: serviços de mistura de criptomoedas embaralham transações para tornar mais difícil identificar a origem e o destino dos recursos. Mesmo assim, a maior parcela dos ativos roubados continua em endereços acompanhados por investigadores.
A CertiK afirmou que o responsável pode ser um explorador de menor porte. “Acreditamos que possa ser um explorador menor. Provavelmente haverá alguns imitadores após a exploração inicial”, disse um porta-voz da empresa.
Para o leitor brasileiro, o caso reforça um risco recorrente no mercado cripto: depois de um ataque, os valores podem circular rapidamente por ferramentas que dificultam o rastreamento, o que complica investigações e eventual recuperação dos ativos.




