Pavel Durov, fundador do Telegram, afirmou que a Rússia o classificou como “terrorista” porque ele se recusou a cumprir exigências de vigilância em massa e censura na plataforma.
A declaração foi publicada depois que o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) anunciou acusações criminais contra Durov e informou ter emitido um mandado internacional de prisão.
O que aconteceu: Durov rejeitou as acusações e disse que elas estão ligadas à postura do Telegram em defesa da privacidade. Segundo o FSB, a plataforma não removeu conteúdos usados por serviços especiais da Ucrânia, organizações terroristas e grupos extremistas para coordenar sabotagens, ataques, assassinatos em massa e fraudes cibernéticas na Rússia.
Durov também criticou a ordem que o impede de “publicar informações na internet” sob a lei russa. Em outra publicação, compartilhou uma imagem satírica comparando sua classificação como “terrorista” com uma foto do ministro russo das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, ao lado de representantes do Talibã descritos como “parceiros respeitados”.
Para usuários brasileiros, o caso reforça o debate sobre privacidade, criptografia e os limites da cooperação entre plataformas digitais e governos.
Por que importa: o episódio amplia a disputa judicial entre Durov e as autoridades russas e se soma a uma investigação em andamento na França sobre o tratamento de conteúdos ilegais e a cooperação do Telegram com autoridades locais. Até o momento, nem o Telegram nem Durov apresentaram uma resposta detalhada às acusações específicas do FSB.




