Mais de 66,4% dos brasileiros dizem conhecer criptomoedas, segundo a 2ª Pesquisa Nacional das Criptomoedas, publicada na terça-feira (18) pela Paradigma Education em parceria com o Datafolha. O dado sugere que esse mercado já circula bem além do público de alta renda ou dos entusiastas de tecnologia.
O que aconteceu: Entre os entrevistados que já investiram em criptoativos, 77,6% recebem até três salários-mínimos (cerca de R$ 4.863) e 89,4% ganham até cinco salários-mínimos (R$ 8.105). O Bitcoin (BTC) segue como o ativo digital mais conhecido, citado por 60,7% da população.
Por que importa: O estudo indica que os bancos passaram a ocupar um papel central nessa entrada do brasileiro em cripto. Entre os investidores, 83% disseram ter usado o aplicativo do banco para acessar esses ativos, numa proporção superior à dos que recorreram a corretoras especializadas.
Para o leitor brasileiro, isso mostra que o contato com cripto está acontecendo cada vez mais dentro dos canais financeiros do dia a dia, como os apps bancários.
A expansão, porém, não eliminou a resistência. Entre os brasileiros que conhecem criptomoedas, 77% ainda veem o tema como complexo. Já entre os que nunca investiram, 42% afirmam que não entendem o suficiente para aplicar. Mesmo assim, quase 60% dos que conhecem esse mercado consideram as criptomoedas uma forma de diversificar investimentos, percentual que sobe para 78% entre jovens de 16 a 24 anos.
Em números: Em 15 meses, mais de 17 milhões de brasileiros passaram a conhecer criptomoedas. No recorte regional, o Centro-Oeste registrou o maior avanço, com alta de 25,8 pontos percentuais e alcance de da população. A região também lidera indicadores ligados à autocustódia (quando a própria pessoa guarda seus criptoativos) e ao conhecimento de ativos como e .




