O Telegram solicitou à ICANN a criação do domínio de topo .gram, numa proposta que pode abrir endereços personalizados para a base de 1 bilhão de usuários do aplicativo. Segundo Pavel Durov, a ideia é transformar nomes de usuário já usados no app em páginas como seunome.gram, hospedadas pela própria plataforma.

O que aconteceu: o pedido entrou na rodada de 2026 da ICANN, a primeira desse tipo desde 2012. O prazo de inscrições terminou em 12 de agosto, após 15 semanas, e a entidade recebeu mais de 1.600 inscrições principais, além de 1.100 pedidos para strings reservadas.

Como funcionaria: Durov disse que usuários poderiam registrar um domínio de segundo nível dentro de .gram e publicar um site interativo hospedado pelo Telegram. Ele também afirmou que essas páginas poderiam ser criadas com um único comando de IA (inteligência artificial, sistema que gera conteúdo a partir de instruções).

Prazo: a ICANN ainda não aprovou nenhum pedido e deve divulgar a lista das strings autorizadas até meados de outubro. Depois disso, o processo ainda passa por avaliação, disputas e contratação, etapas que podem durar meses. Por isso, um endereço .gram em funcionamento dificilmente estaria disponível antes de 2027.

Para o leitor brasileiro, a novidade pode ampliar o uso do Telegram além das conversas, mas ainda não há definição sobre preço, gratuidade ou disponibilidade do recurso para todos os usuários.

Enquanto isso, o token GRAM, que Durov rebatizou de Toncoin em junho, era negociado perto de US$ 1,32 (aprox. R$ 7,70). O ativo acumulava queda de cerca de 35% em 90 dias, apesar de alta diária de , e seguia abaixo da máxima histórica de (aprox. ) registrada em junho de . Seu valor de mercado era de (aprox. ), na posição do ranking.