Peter Schiff, conhecido por atacar o Bitcoin há anos, saiu em defesa da alta recente da moeda digital. Em publicação no X, ele afirmou que a escalada do BTC, do ouro, da prata e do petróleo mostra que o Fed perdeu credibilidade no compromisso de levar a inflação de volta a 2%.
Na mensagem, Schiff citou o ouro em US$ 4.600 (aprox. R$ 26,7 mil) por onça, a prata perto de US$ 70 (aprox. R$ 406) e o Bitcoin acima de US$ 79 mil (aprox. R$ 458,2 mil). Para ele, o Tesouro dos Estados Unidos deixou claro que o banco central vai priorizar a inflação, e o mercado passou a buscar proteção nos ativos que considera mais adequados.
O comentário veio depois de um comunicado do Tesouro dos EUA, na quarta-feira, 19, informando o início de um programa de recompra de títulos de longo prazo para sustentar a liquidez do sistema financeiro. O limite das operações foi ampliado de US$ 2 bilhões (aprox. R$ 11,6 bi) para pelo menos US$ 4 bilhões (aprox. R$ 23,2 bi) por leilão entre setembro e novembro.
Desde esse anúncio, o Bitcoin subiu de US$ 64 mil (aprox. R$ 371,2 mil) para US$ 79 mil (aprox. R$ 458,2 mil), numa alta de 23% em três dias. O ouro avançou de US$ 4.300 (aprox. R$ 24,9 mil) para US$ 4.604 (aprox. R$ 26,7 mil) por onça, ganho de 7%. A prata foi de US$ 62 (aprox. R$ 360) para US$ 70 (aprox. R$ 406), com valorização de 12%.
Para quem investe do Brasil, o movimento reforça como decisões dos EUA podem mexer ao mesmo tempo com BTC, metais e o dólar, afetando preços em reais e a percepção de proteção contra inflação.




