O BTC chegou à faixa de US$ 64 mil (aprox. R$ 352 mil) na última quinta-feira (30), em meio à recuperação recente do mercado cripto. Agora, dois temas passaram a pesar mais nas expectativas: a alta do petróleo e o futuro do Clarity Act, proposta de regulação para criptoativos nos Estados Unidos.

Por que importa: o petróleo mais caro pode piorar a inflação e mexer com os juros globais. Quando isso acontece, ativos de risco mais sensíveis às condições financeiras, como o bitcoin, tendem a sentir a pressão.

Com a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, o Estreito de Ormuz voltou ao centro das preocupações. A redução do tráfego de embarcações na região tem pressionado os preços de energia. O petróleo Brent acumulava alta de cerca de 20% em julho e era cotado perto de US$ 87 (aprox. R$ 479) na última sexta-feira (31).

O que aconteceu: no campo regulatório, o Clarity Act segue travado apesar do avanço nas últimas semanas. O projeto busca criar um marco regulatório para criptoativos e estabelecer regras para corretoras, custodiantes (empresas que guardam criptoativos para clientes) e outros participantes do setor.

A proposta tem apoio da indústria cripto e da Casa Branca, mas enfrenta resistência no Senado e entre bancos. Democratas querem uma cláusula de ética mais rígida para autoridades eleitas. Já os bancos defendem barrar ofertas de rendimento em stablecoins por exchanges, argumentando que isso poderia reduzir depósitos bancários e afetar a oferta de crédito. O prazo também aperta: o último dia útil antes do recesso do Senado será em 7 de agosto.

Para o leitor brasileiro, esse tipo de discussão nos EUA costuma influenciar o humor global do mercado e pode afetar preços em corretoras locais, além do valor dos criptoativos quando convertido em .