A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO) deflagrou na sexta-feira (14) a Operação Ouroboros contra um grupo suspeito de fraudes eletrônicas em Porto Velho. Segundo a investigação, a quadrilha usava corretoras de criptomoedas para ocultar recursos desviados de contas de vítimas e lavar o dinheiro roubado.

O que aconteceu: a Justiça de Rondônia expediu 26 ordens judiciais, sendo 8 prisões preventivas e 18 mandados de busca em endereços ligados aos investigados. As medidas também atingem contas em corretoras, veículos, embarcações e valores mantidos em instituições financeiras tradicionais.

Em números: as apurações apontam prejuízo de R$ 30 milhões em apenas um dos casos investigados em 2025. Esse também é o teto do bloqueio patrimonial autorizado para tentar garantir a devolução do dinheiro às vítimas.

De acordo com a PF, os suspeitos aliciavam pessoas para ceder dados bancários e receber valores de origem ilícita. Essa pulverização dificultava o rastreamento logo após os crimes. Na sequência, os recursos eram convertidos em criptoativos para tentar apagar o rastro das transferências, antes de retornar à economia formal por contas controladas pelos líderes do esquema.

Para você no Brasil, o caso mostra como criptoativos também aparecem em investigações de lavagem de dinheiro, com bloqueios judiciais que podem alcançar tanto corretoras quanto contas bancárias e bens dos suspeitos.

A ação contou com apoio do Gaeco/RO, de batalhões da Polícia Militar de Rondônia e de unidades da Polícia Civil de Rondônia (PC/RO). Segundo a apuração, a atuação conjunta buscou interromper o fluxo do dinheiro ilegal e desarticular a estrutura de lavagem de capitais.