A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7) as operações Comércio do Mal VI e Inocência Protegida XIX para apurar a comercialização, aquisição, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual de crianças e adolescentes. Os dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Fortaleza, no Ceará.
De acordo com a PF, as investigações indicam que usuários brasileiros fizeram pagamentos em criptomoedas para adquirir esse conteúdo ilegal na internet, com identificação de transações ligadas ao Ceará. Na ação, os agentes apreenderam celulares, computador e mídias de armazenamento, que agora passarão por perícia.
Uma das apurações surgiu de um desdobramento de investigação conduzida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. A outra começou após a análise de aparelhos eletrônicos recolhidos em outro inquérito. Segundo a PF, a extração de dados desses dispositivos revelou grupos em um aplicativo usado para compartilhar esse tipo de material. Embora tenham sido identificados participantes em diferentes estados, o alvo da operação foi um único investigado.
Para o leitor brasileiro, o caso mostra que criptoativos também aparecem em investigações criminais no país, o que reforça o rastreamento de transações por autoridades e a cooperação entre órgãos de apuração.
A PF informou que os investigados poderão responder por comercialização, aquisição, armazenamento e divulgação desse material. Os nomes não foram divulgados para não comprometer as investigações. Segundo a reportagem de origem, fases anteriores das operações Comércio do Mal e Inocência Protegida não mencionavam uso de criptomoedas.




