O PI Network acumula queda de quase 30% no último mês e era negociado a US$ 0,167, o equivalente a cerca de R$ 0,97 na cotação de R$ 5,81 por dólar. No mesmo intervalo, Bitcoin, Ethereum e XRP sustentaram alta ou ao menos estabilidade, o que reforça que a pressão sobre o PI não veio de uma queda generalizada do mercado. O token saiu do pico de US$ 0,30 registrado em março e agora opera entre US$ 0,165 e US$ 0,170, faixa vista como uma zona crítica de demanda.
Os dados mencionados apontam três fatores principais para essa divergência:
- desbloqueios diários de tokens, que ampliam a oferta em circulação;
- migração de PI para exchanges, elevando a pressão potencial de venda;
- enfraquecimento do engajamento da comunidade, com mais críticas ao ritmo de desenvolvimento do projeto.
Com 9,01 bilhões de tokens em circulação e valor de mercado de US$ 1,7 bilhão, o PI enfrenta um desequilíbrio entre oferta crescente e demanda fraca. O texto cita que mais de 119.000 Pioneiros concluíram segundas migrações até o fim de março de 2026. Em um intervalo de 24 horas, 6,2 milhões de PI foram enviados para exchanges, enquanto quase 450 milhões de tokens estavam em fluxo, com 53% concentrados na Gate.io e mais 148,8 milhões na Bitget.
Para o leitor brasileiro, o movimento reforça que nem toda alta do mercado cripto beneficia todos os ativos: tokenomics, liquidez e concentração em corretoras podem pesar mais do que o desempenho do Bitcoin.
Além disso, o ambiente social em torno do projeto perdeu força no início de abril de 2026, em paralelo a cinco semanas seguidas de queda no preço. Apesar da pressão, a região entre US$ 0,165 e US$ 0,170 ainda não foi perdida. A leitura apresentada é que o PI não vive um colapso técnico imediato, mas segue sob pressão estrutural de oferta e ainda depende de compradores para absorver os novos tokens que chegam ao mercado.



