O resumo do plano de governo de Renan Santos, do Partido Missão, protocolado no TSE, menciona criptomoedas apenas em um trecho ligado à segurança pública. No texto, os criptoativos aparecem associados à lavagem de dinheiro pelo crime organizado.
A única referência ao tema está no capítulo II, em meio às propostas para a área de segurança. O documento afirma que organizações criminosas atuam com “uso de criptoativos para lavagem de dinheiro, drones para monitoramento de fronteiras e táticas de guerrilha urbana para garantir o escoamento de ilícitos”. Na apresentação desse debate, o plano também diz que o Brasil estaria “a um passo de se tornar um narcoestado”, com grupos criminosos exercendo controle territorial e poder normativo sobre cerca de 20% da população.
Fora do plano enviado à Justiça Eleitoral, Renan Santos já adotou outro tom ao falar com o setor. Em participação no Blockchain Rio, em agosto de 2026, ele declarou compromisso público com a comunidade cripto e disse que pretende combater o que chamou de resoluções arbitrárias e lobby bancário contra o mercado. Na ocasião, afirmou que o Bitcoin é “uma reserva histórica para um mundo em crise”.
Para você no Brasil, o tema pesa porque a eleição de 2026 será a primeira após a Lei 14.478/2022, e o Banco Central passou a fiscalizar as corretoras, hoje enquadradas como PSAVs.
O debate sobre criptomoedas entrou de vez no radar político brasileiro. Segundo a reportagem, outro presidenciável, Ronaldo Caiado, também inclui o tema em seu plano ao defender a liquidação rápida de criptomoedas apreendidas em operações contra o crime organizado. O setor acompanha essas propostas de perto em um mercado que movimenta bilhões de reais por dia.




