O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) fechou um novo acordo com a Stellar Development Foundation para ampliar o uso de pagamentos baseados em blockchain em suas operações. A decisão vem depois da conclusão de uma fase de pesquisa e testes que durou 16 meses e envolveu Haiti, Síria, Quênia, Guatemala e Gâmbia, além de projetos adicionais na Colômbia e em Papua-Nova Guiné.
Segundo o PNUD, a nova etapa vai estruturar o processo para que escritórios nacionais passem a usar pagamentos via blockchain em um conjunto mais amplo de programas humanitários e de desenvolvimento. A agência avalia que a infraestrutura pública de blockchain pode assumir um papel mais relevante nessas iniciativas.
Resultados dos testes
Os projetos-piloto, de acordo com o PNUD, apresentaram resultados concretos em custo e continuidade operacional.
- Na Síria, um programa de “Dinheiro por Trabalho” que registrava pagamentos na blockchain reduziu os custos de distribuição de 10% para 2%.
- No Haiti, um projeto-piloto continuou processando pagamentos mesmo durante uma interrupção na rede celular.
Para o leitor brasileiro, o caso mostra como redes públicas de blockchain vêm sendo testadas para transferências e pagamentos em cenários em que resiliência operacional e redução de custos são fatores centrais.




